sexta-feira, 7 de junho de 2013

O RIO



















O RIO


Há um rio que nasce bem aqui ao lado
(na minha imaginação).

Gota após gota, pacientemente.

É como o cair de lágrimas solitárias.
Sobre as faces já molhadas.

Ele não imagina o quanto se tornaria caudaloso,
abundante e que tudo inundaria.
Se esse não fosse seu último pingo d’água...

É apenas mais um nascituro abortado.

Que não vai florescer.

Secou antes mesmo de nascer...

Chore, meu rio.

Quiçá você possa tudo novamente afogar...




(Robério Matos)





terça-feira, 4 de junho de 2013

INCONSISTÊNCIAS


















INCONSISTÊNCIAS



Naquela época
não havia amor para doar
nem para sorrir.

(suficientes...)

Apenas um amar
que queria sobreviver.

A todo custo.
Sobre os desafios infinitos.

(ou mesmo impossíveis...).

Um desejo de amar
o amor que desabrochava.

Um querer todo o bem
que se vislumbrava
ante o teu sorrir.

Naquele dia vi
essa possibilidade em ti.

Tu também a viste em mim.

Foi isso...

Um encontro
marcado por desencontros depois...

Só isso...




(Robério Matos)


APELO






imagem Google









APELO


Não fale sobre o que não sabe.
Não diga o que apenas sua mente sente.
Fique na sua...

Cale-se! Deixe os outros falarem
o que sua mente pensa e não sabe dizer.



(Robério Matos)


AS PUTAS SOBRE MIM



















AS PUTAS SOBRE MIM



Não gosto de prostitutas.
Elas me causam
náuseas profundas.

Prefiro carícias,
carne limpa.

Quero fazer amor
gostoso, sadio.
Com alguém
como eu,
puro, carente.

Mas, se não existir
alguém assim,
que venham todas
as putas sobre mim.


(Robério Matos)


quinta-feira, 30 de maio de 2013

ESTRELAS



















ESTRELAS


Sabe como é saltar sobre as estrelas?
Eu, não sei...

Dizem ser bom, mas não sei...

Às vezes até tento.
Eu caio...

Minhas estrelas são tão distantes
umas das outras...



(Robério Matos)


terça-feira, 28 de maio de 2013

ESTRADA







imagem Google










ESTRADA



Apenas desenhada.
Escrita na areia.
Enlameada.
Sem marcas ou setas.

Não há norte ou sul.
Sem Pontos Cardeais,
nem bússola.

É noite.
Um viajor perdido,
fitando as estrelas.

A lua já se foi...

Só uma estrada
sem início. Sem fim...



(Robério Matos)