sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O Galo Mimoso



by Robério Matos



Do Oiapoque ao Chuí
ninguém uviu falá
históra mais marcante
qui a qui vô lhes contá:

Sucedeu há muito tempo

no sertão do Seridó,
terra de cabra macho
quinem todos de Caicó.

P’ru ironia do distino

o nomi dele era Mimoso,
mais de manso num tinha nada
apois quiera valente e foigoso.

Muito franzino de corpo

mais ligêro de pernas e asa
muita gente ele enxotava
de vorta pra suas casa.

De suas proeza

seu Véi César se encantava
e dona Formosa, feliz,
num sabia se ria ô chorava.

Nenhum bicho ô gente

cum ele tinha vêis,
apois o penudo era fio
de galo carijó e galinha pedrês.

Seu Juca, Vaca Véia,

Marreta e Besourão,
sempre assustados, gritavam:
prende o galo, Torrão!

Amorosa, paciente, acudia

Pegóba, que aguniado isclamava:
Num tenho medo de assombração
e muito meno de alma penada!

Mái veio um dia um falatoro

qui a todos ismoreceu:
Minha gente!, Mimoso sumiu!
foi cumido por Zé Bedêu.



NOTA DO AUTOR:
História baseada em fatos reais. Acreditem!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Muito obrigado! Seu gentil comentário nos estimula a seguir adiante.

Carpe diem!